sábado, 13 de novembro de 2010

Festa é Festa!

Durante a próxima semana os egípcios estão em festa porque se comemora o Eid al-Adha, um feriado islâmico em que se celebra o facto de Abraão estar disposto a sacrificar o seu filho Ismael, como acto de fé e obediência a Deus. Mas antes que Abraão sacrificasse o filho Deus interveio e pediu para que Abraão sacrificasse um carneiro em lugar do seu filho. De maneira que segundo a tradição, por esta altura se matam carneiros e se fazem grandes banquetes. Pelos vistos as famílias mais abastadas distribuem parte do seu sacrifício aos amigos, vizinhos e também aos pobres e necessitados.
As ruas estão enfeitadas com muitas luzes coloridas, quase a lembrar o Natal e volta e meia vêem-se rebanhos no meio da estrada. São os preparativos para a festa. As comemorações duram 4 dias, a começar a partir de segunda-feira.

Segunda-feira é também quando começam as minhas férias, que passarão por subir ao Monte Sinai e passar lá a noite para assistir ao nascer-do-sol. E, experimentar snorkeling no mar vermelho.


Optimo Cafe

No dia em que descobri que tinha um rato em casa, que me fez fugir porta fora sem ter tempo de almoçar, decidi que merecia uma refeição decente e refugiei-me no Optimo Café, um restaurante muito bem frequentado cá do bairro.
Enquanto me deliciava com a minha refeição reparei nas palavras gravadas numa das paredes do restaurante. As palavras que li assentam na perfeição na experiência que estou a viver:

“Throughout the journey of life, you get to meet a lot of people, some you will wish you never met, some will be of useful presence at their times and the rest you will wish your life was triple its length to have more time to spend with them.
Yet you will get to have a lot of dreams to fulfill, some you will succeed to make come true, some you will fail to achieve, some you will forget throughout this journey. But your greatest achievements are the ones you never thought you can even dream of…
So enjoy your life to the maximum so that one day you will look back and have a great smile on your face”.

(In)dependência

Já ando de táxi sozinha e vou sozinha ao mercado que existe no meu bairro, para comprar pão fresco, fruta e legumes. Vou sozinha e volto sozinha mas perco-me sempre, dou voltas e voltas para encontrar o caminho de volta, mas com o tempo isto vai ao sítio.
Aponto para a fruta e pergunto o que é, oiço uma resposta em árabe, claro está, ao mesmo tempo que o homenzinho tenta explicar por gestos que a dita fruta não serve para comer, é para fazer sumo, e é garantido que depois vamos à casa-de-banho descarregar. Depois de visualizar o vendedor em momento tão intimo, saí-me com um “Ohh...Nice!”.

Acabei por me ficar pelas maçãs, bananas e manga.

Starbucks

Existe em Alexandria um Starbucks com vista para o mar e com um terraço enorme com sofás muito confortáveis. O sítio é lindo e fazemos do Starbucks quase sempre o ponto de encontro entre os estagiários.
Até agora nunca consumi no Starbucks. É ver-me a tirar sorrateiramente comida ou bebida da mala. É que as bebidas são ridiculamente caras para os padrões egípcios, ou pelo menos para a minha carteira tenho a certeza que são. Não se pode cometer extravagâncias, é a crise!

Mudanças na casa

Os meus colegas de casa, com muita pena minha, decidiram mudar o rumo da sua estadia aqui no Egipto, e deixaram Alexandria. De maneira que agora fiquei sozinha na casa e tratei logo de fazer algumas mudanças. Comecei por umas limpezas gerais, lavei um monte de roupa e como não estava satisfeita também estraguei quase toda a minha roupa na lavagem. Digamos que agora sou portadora de uma série de camisas e camisolas em tons de cor-de-rosa não uniforme, às manchinhas, que é para ser mais bonito ainda.
Depois de uns breves momentos de depressão por ter arruinado a minha roupa mudei-me de quarto. Agora estou no quarto grande da casa, muito mais confortável e aconchegante. Adoro!
Cada vez gosto mais desta casa, o único problema continuam a ser as formigas e não gosto da sala (inutilizável). Também demoro algum tempo a conseguir tomar banho, porque o chuveiro não tem muita pressão.
A grande novidade é que não vou ficar sozinha por muito mais tempo. A Rafaela chega no dia 19. Vem para cá trabalhar para a mesma escola! Estou muito entusiasmada com a ideia. Em princípio vai dividir o quarto comigo e vamos receber mais uma estagiária no outro quarto. Assim as despesas da casa tornam-se menos custosas.














Deserto

No fim-de-semana passado fui ao Deserto Preto e ao Deserto Branco. Um lugar mágico não só pela sua beleza mas também pelas pessoas com quem partilhei esta experiência. Foi sem dúvida um momento inspirador. Foi deitar-me na areia, olhar para o céu e sentir-me feliz. Pequenina num mundo tão grande, com tanta coisa para ver e fazer, mas feliz pela minha singela existência. E não encontro mais palavras para descrever o céu estrelado que encontrei a não ser: único.















O Bicho




Este país faz de mim uma pessoa mais tolerante...

Biblioteca


A Biblioteca Real de Alexandria ou Antiga Biblioteca de Alexandria foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo. Floresceu sob o patrocínio da dinastia ptolemaica e existiu até a Idade Média, quando foi totalmente (ou quase) destruída por um incêndio casual.
Destinada como uma comemoração, homenagem e cópia da biblioteca original, a Biblioteca Alexandrina foi inaugurada em 2002 próximo ao local da antiga biblioteca.

A Biblioteca integra, para além da principal, quatro bibliotecas especializadas, laboratórios, um planetário, um museu de ciências e um de caligrafia e uma sala de congresso e de exposições. A instituição pretende ser um dos centros de conhecimento mais importantes do mundo assim com sua antecessora.
O projecto da biblioteca é da autoria de uma firma de arquitectos noruegueses, a Snohetta. A construção demorou sete anos, mas a ideia nasceu em 1974. Os principais financiadores da instituição foram a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e o governo egípcio e o custo total da obra rondou os 200 milhões de euros.
Inicialmente, a ideia era dotar a biblioteca de oito milhões de livros, mas como foi impossível angariar essa quantidade ficou pela metade. Assim, foi dada prioridade à criação de uma biblioteca cibernética. No local estão ainda guardados dez mil livros raros, cem mil manuscritos, 300 mil títulos de publicações periódicas, 200 mil cassetes áudio e 50 mil vídeo.*

Para além disso é possível encontrar na Biblioteca ciclos de conferências enquanto se visita a mesma, infiltrar-se no coffee break e comer à pala.









*Informação retirada do Wikipédia, mas fiz uma visita guiada na biblioteca os factos confirmam-se.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Cairo - Versão extensa

Após apenas duas semanas de ter aterrado neste país fui visitar as míticas pirâmides. Fui com os estagiários de Alexandria, sendo que chegados ao Cairo nos juntámos a mais um grupo de estagiários de lá. O grupo era bem divertido e mais uma vez ouvi histórias de pessoas interessantes e simpáticas que me fazem arregalar os olhos!
No primeiro dia fomos visitar a pirâmide de Quéfren e a famosa esfinge de Gizé. Havia bastantes turistas e pensava que as pirâmides seriam maiores. Ainda assim impressionantes! Mas a esfinge superou as minhas expectativas, é magnífica e a sua história acerca do nariz (ou melhor da falta dele) conferem-lhe uma aura de mistério.
Depois da visita às pirâmides, fomos fazer um passeio de camelo. Primeiro não queria ir, mas depois lá pensei, se estou aqui mais vale experimentar. E até acabou por ser bastante divertido. Mas fiquei com dores no corpo durante uma semana. E não sabia que os camelos podiam correr, quanto mais que o conseguiam fazer tão rápido.
A primeira noite no hostel também foi uma experiência e tanto, um verdadeiro manjar para os 5 sentidos. Destaco particularmente o cheiro a mijo de gato. Aqui há gatos por todo o lado, nas ruas, nos restaurantes, nos hosteis (pelo visto). Estas criaturas simplesmente andam por todo o lado sem que ninguém se preocupe ou incomode muito com isso.
Na segunda noite mudámos para um hostel bem mais simpático. Os lençóis estavam lavadinhos e isso diz tudo! Paguei 20 libras pela noite, em ambos, que é o mesmo que dizer 2 euros e 60 cêntimos (sim, leram bem).
No dia seguinte passeámos por Islamic Cairo, um dos bairros mais tradicionais com bonitos edifícios da arquitectura islâmica. As ruas estavam apinhadas de lojas e tendas onde se pode comprar de tudo um pouco. As cores das especiarias, das jóias e dos lenços despertaram em mim o espírito do consumismo. Comprei uma pulseira, de acordo com o vendedor é de prata, mas não tenho a certeza se é mesmo. Tentei regatear com o vendedor, mas não tenho lá muito jeito para a coisa!




A escola